Nada normal

Nada normal

30 de jul. de 2010

Ausência de cor

"Por que palavras?
O céu continua azul.
Nada mais precisa ser dito.

Não quero ouvir mais gritos,
nem suspiros de quem vê o dia entardecer.
Aquele laranja dourado que eu pensara ser ouro,
na verdade o era, mas falso.

Ainda mato aquele corvo que grasnou no meu destino.
Amaldiçoando o eu menino que esperava o porvir.

Por isso, prefiro o silêncio.
Sossego falso.
Sei que na cidade arrancam as almas dos outros.
Aqui, entretanto, não escuto.
É a paz hipócrita.
Meu sorriso amarelo.
Olhos de ira incontrolável.

Tem dias que fico da cor do espaço"

Nenhum comentário:

Postar um comentário